O vereador Dr. Edison da Creatinina homenageou na noite de terça-feira, 15 de maio, duas grandes personalidades na difusão e promoção da cultura afro-brasileira no Rio de Janeiro: o professor, sacerdote, sociólogo e escritor Gumercindo Fernandes Portugal Filho, pesquisador conceituado da temática africana, com oito livros publicados, e o professor, escritor, pesquisador e historiador José Beniste, autor de três livros, dentre eles o Dicionário de Yorubá, e que receberam a maior honraria da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a Medalha de Mérito Pedro Ernesto.
O vereador entregou, ainda, aos zeladores de santo, responsáveis pela administração física e espiritual dos terreiros, presentes, moções de congratulação da Câmara Municipal em reconhecimento pelos trabalhos realizados em benefício da cultura afro e pela luta contra a segregação religiosa e o preconceito.

“As religiões de matriz africana cultuam orixás, os verdadeiros representantes da natureza, e têm consonância com a proposta de meu partido na luta pela ecologia e pela preservação do meio ambiente. Precisamos ter a mente aberta no esforço supremo de vencer os preconceitos e abraçar as minorias para que sejam integradas à realidade cultural da cidade, que é uma face histórica de nossas origens. Já fizemos bastante mas não o suficiente”, afirma o vereador Dr. Edison da Creatinina.

Depois da cerimônia, na Sala Inglesa uma baiana serviu acarajé e abará, comidas de santo, aos homenageados, às 38 pessoas representantes de terreiros de candomblé, umbanda e lideranças da cultura negra que receberam moções de congratulações pela defesa e preservação da cultura e das religiões de matriz africana.

Fernandes Portugal, em seu discurso de agradecimento, lembrou a música de Nelson Cavaquinho que diz: “se alguém quiser fazer por mim, que o faça agora”. E salientou que ensina aos seus alunos na UERJ que a luta abolicionista ainda é presente e que todos devem aprender com os sábios da tradição das religiões africanas.

José Beniste, autor de um dicionário de Yorubá, por sua vez, afirmou que recebia a medalha de uma pessoa que tem as mãos limpas e que todos deveriam reconhecer que não era a primeira vez que o vereador Dr. Edison da Creatinina valoriza a cultura negra. Ele salientou ainda que todos os praticantes das religiões de matrizes africanas, independentemente da nação, são irmãos.

No encerramento, Pai Zezito de Oxum foi o primeiro a entoar um canto de agradecimento pela homenagem e, em seguida, vários outros sacerdotes e sacerdotisas de umbanda e candomblé o sucederam ao microfone do plenário.

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